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sábado, 13 de agosto de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Dilma: afinando o discurso da inflação
Ainda se recuperando da pneumonia, a presidente Dilma Rousseff começou a trabalhar cedo na sexta-feira. Do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, ela convocou alguns assessores logo cedo para afinar o discurso sobre um número nada agradável que seria divulgado praticamente no mesmo momento no Rio de Janeiro: o IPCA de abril, de 6,51%, que bateu o teto da meta de inflação.

Fonte: folha
A ordem da presidente Dilma era tentar evitar visões "pessimistas" e "alarmistas" sobre a notícia ruim a ser divulgada pelo IBGE. Afinal, a inflação acumulada nos últimos doze meses superou o teto da meta antes do que o governo gostaria. Tecnicamente, diz o governo, ainda não superou. Bateu no teto, mas não o teto. Um detalhe, porque em maio, com certeza, vai superar o teto de 6,5%, dois pontos acima do centro da meta, de 4,5%.
Dilma está convencida de que precisa ganhar a batalha das expectativas, que seu governo vinha perdendo desde o início do ano. Daí sua decisão de reunir sua equipe logo cedo para ensaiar o discurso a ser divulgado para imprensa, mercado e empresários nos próximos dias.
O momento, apesar do dado ruim divulgado, é mais favorável ao governo na sua busca de convencer os agentes econômicos de que a inflação tende a cair nos próximos meses. Resultado das últimas decisões da equipe da presidente Dilma: juros em alta por tempo "suficientemente prolongado", decisão real de fazer um ajuste fiscal e nada de pauladas no câmbio que poderiam colocar mais fogo na inflação.
Durante a reunião que realizou com assessores no Alvorada, Dilma ensaiou com sua equipe o discurso de que a inflação divulgada ontem era um "olhar no retrovisor", que o "pior momento já passou" e que é preciso olhar para a frente. Mais precisamente os dados mensais dos índices de preços, e não o percentual acumulado nos últimos doze meses.
Esse último dado vai continuar subindo nos próximos meses. Começa a declinar apenas a partir de outubro. Os índices mensais, contudo, já vão começar a declinar a partir de maio. Projeção tanto do governo como do mercado. Enquanto a inflação mensal de abril ficou em 0,77%, o governo já fala em número abaixo de 0,50%. O mercado, na média, projeta 0,43%.
A certeza advém, em boa parte, de uma informação que o próprio governo não gosta de comemorar. A economia está desacelerando. E vai desacelerar mais no segundo semestre, quando as medidas já adotadas pelo governo começarão a surtir mais efeito na contenção do crédito, na busca de esfriar o apetite de consumo dos brasileiros.
Por enquanto, a equipe do Ministério da Fazenda insiste que o crescimento da economia em 2011 deve ficar em 4,5%. O Banco Central fala, oficialmente, em 4%. Reservadamente, porém, há quem diga no governo que o número pode ficar um pouco abaixo de 4%. Tudo bem, seria o preço a ser pago para garantir uma inflação declinante neste ano, para convergir ao centro da meta em 2012.
Em outras palavras, o governo Dilma deve ser forçado a aceitar algo que não queria. Em nome de segurar a inflação, a presidente deve concordar que o crescimento não seja exatamente o que ela desejava. Esse discurso, contudo, o governo não vai assumir publicamente.
Valdo Cruz, 48 anos, é repórter especial da Folha. Foi diretor-executivo da Sucursal de Brasília durante os dois mandatos de FHC e no primeiro de Lula. Ocupou a secretaria de redação da sucursal e atuou como repórter de economia.
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sábado, 7 de maio de 2011
16,2 milhões no país vivem na extrema pobreza
Folha de S.Paulo
BRASÍLIA - O governo elegeu como alvo de seu plano de combate à miséria os 16,2 milhões de brasileiros que vivem com renda mensal de até R$ 70, um universo menor do que a presidente Dilma Rousseff indicou na campanha eleitoral do ano passado que poderia ajudar.
Dilma promete anunciar em breve um pacote de programas sociais para cumprir a promessa de erradicar a miséria até o fim de seu mandato, em 2014. Ao estabelecer os R$ 70 como a linha de extrema pobreza do país, Dilma definiu o alvo prioritário das ações do governo.
Quando apresentou seu plano pela primeira vez no ano passado, Dilma mencionou um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que propunha ações voltadas para pessoas com renda mensal de até um quarto do salário mínimo, o equivalente a R$ 136.
Se o governo tivesse optado agora pela linha de pobreza sugerida pelo estudo do Ipea, o número de pessoas que poderiam ser beneficiadas pelos novos programas saltaria para mais de 20 milhões, o que aumentaria os custos para cumprir a promessa de Dilma.
Revisão
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, que coordena o plano anunciado pela presidente, o limite de R$ 70 poderá ser revisto até 2014 e foi definido com base em três parâmetros.
O critério usado para cadastrar os beneficiários do Bolsa Família é o mesmo. A linha de pobreza proposta pelo Banco Mundial, de US$ 1,25, equivale a R$ 58 pelo câmbio de ontem. O custo da alimentação em diferentes regiões do país também foi considerado.
A economista Lena Lavinas, do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio), observa que a linha de pobreza anunciada ontem é de certa forma menor do que a do Bolsa Família, porque não leva em conta a inflação acumulada desde a adoção do critério, há dois anos. "O valor nominal é o mesmo, mas o real é menor", explicou. "Se fosse só para reajustar, seria de no mínimo R$ 75."
Os especialistas se dividem sobre a melhor maneira de definir a linha que define a pobreza. Uma das definições mais aceitas é a renda necessária para comprar alimentos que tenham pelo menos 2.500 calorias por dia.
Sergei Soares, do próprio Ipea, disse ontem, porém, discordar do uso do salário mínimo como base para a criação de linhas de pobreza. Ele diz que a linha do governo é defensável. "Graças a Deus que o governo estabeleceu uma [linha]. Antes, era a lei da selva. Só no Ipea eram cinco ou seis [valores]."
Fonte: Jornal Agora SP
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sábado, 23 de abril de 2011
Dilma lança Programa Nacional de Acesso ao Ensino Médio
Redação SRZD | Nacional | 23/04/2011 10h35

O governo da presidente Dilma Rousseff vai lançar nos próximos dias o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Médio ( Pronatec). A finalidade vai ser enfrentar a falta de mão de obra qualificada no Brasil, como mostra reportagem publicada pelo jornal "O Globo", deste sábado.
Ainda de acordo com a publicação, o Pronatec prevê treinamento de alunos do ensino médio e incentivos para as empresas formarem seus quadros. A meta é capacitar 3,5 milhões de trabalhadores até 2014, começando este ano com 500 mil. A iniciativa vai ser lançada pela presidente em cerimônia no Palácio do Planalto.
Fonte: sidneyrezende
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